Bom, eu como baixista e por ser minha primeira vez escrevendo para o blog, não poderia deixar de falar em meu primeiro artigo sobre o instrumento que tanto amo, além do meu gênero musical favorito, respectivamente. Mas também aproveitando para questionar, se realmente, o baixista recebe um valor merecido.
Há no Rock uma ironia: dois dos maiores ídolos de todos os tempos, que lideres, do Kiss (Gene Simons) e do Iron Maiden (Steve Harris), são baixistas, posto que o símbolo máximo do gênero é a guitarra.
É muito raro de se achar ídolos do baixo. Claro que existem muitos exemplos de músicos talentosos, criativos e geniais do instrumento, entretanto o que mais chama a atenção (ou não) é que na maioria das bandas eles são completamente desconhecidos, passam a vida no anonimato ou são apenas “tapa buracos”, por assim dizer .
São vários os casos de bandas em que as pessoas se lembram do nome e do rosto do vocalista (caso clássico), do guitarrista e até do baterista. Mas quem é o baixista mesmo? De fato, os fãs sabem sobre todas as mudanças de formação e o currículo de cada um deles, mas me refiro ao público em geral, a massa. Se você fala do Aerosmith, por exemplo, imediatamente as pessoas se lembram do vocalista Steven Tyler, do guitarrista Joe Perry e só. O Bon Jovi, além do vocalista Jon, tem Richie Sambora na guitarra, Tico Torres na bateria e David Bryan nos teclados. Falta alguém, não falta?
Não estou desmerecendo nem questionando a necessidade dos baixistas nas bandas,jamais. Sou fã de MUITOS deles e toco o mesmo instrumento. Mas parece que para ser lembrado e se mostrar relevante, o baixista precisa ser o fundador e líder do grupo, dividir o baixo com o microfone ou, no mínimo, participar ativamente da criação das músicas (para que o vocalista fale dele nas entrevistas, padrão).
Um baixista que apenas toca bem acaba ficando para trás. A função passa a ser burocrática e, conseqüentemente, pouco importa quem a esteja executando.
Nikk Sixx, Joey DeMaio, Geezer Butler, Glen Hughes, Billy Sheehan, Flea e Cliff Burton, só para citar alguns, souberam muito bem como fazer performances inesquecíveis e colocar o baixo em destaque dentro de suas respectivas bandas. Alguém pode citar Paul McCartney, dos Beatles, como um bom exemplo de baixista relevante e imortal. É verdade, mas a banda também tinha John Lennon que, morrendo precocemente, deixou para o McCartney a denominação de mito. Ao falar de Beatles, aliás, logo lembro dos Rolling Stones, considerados um de seus rivais na época: Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Ronnie Wood. E quem é o baixista deles mesmo?
(Por Luccas Garcia, baseado no artigo de Rafael Sartori)
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Eu certo dia acompanhei um tópico em uma comunidade no Orkut justamente sobre esse assunto, onde poucos baixistas aparecem como destaque em bandas. Mas acho que hj em dia as coisas estão mudando. Baixistas ainda não são tão reconhecidos, mas já estão dando ais valor que anes, porem ainda aquem do que deveria.